O MVP, ou “Produto Viável Mínimo” (em inglês, Minimum Viable Product), é um conceito do Lean Startup, cunhado por Eric Ries, que define a menor versão de um novo produto que permite a uma equipe coletar o máximo de aprendizado sobre os clientes, com o mínimo esforço.


Quase todos as empresas SaaS começam como uma *grande ideia* : um conceito FANTÁSTICO destinado a revolucionar a forma como o mundo funciona. (Quem nunca disse: eu vou mudar o mundo, que atire a primeira pedra).Mas como implementá-la e ter sucesso ainda é um mistério para muitos. 

É possivel ver milhares de fundadores apaixonados investindo seu tempo e energia para realizar sua visão, construindo e refinando um produto perfeito e polido; apenas para descobrir que  resolve um problema com o qual ninguém se preocupa.

Você sabia que quase 70% das startups falham? Existem muitos motivos para isso, desde a desarmonia na equipe de desenvolvimento à falta de Product market fit. E mais, raramente há um único motivo pelo qual uma startup falha.

De acordo com a CBInsights, existem 20 motivos principais. Você pode conferir na imagem abaixo. Alguns podem ser uma grande surpresa:

  1. Mercado não precisa = 42%
  2. Acabou o dinheiro = 29%
  3. Time errado / ruim = 23%
  4. Perdeu para a concorrência = 19%
  5. Preço / Problema com custo = 18%
  6. Produto não atraente para o usuário (UX) = 17%
  7. Produto sem um Modelo de negócio = 17%
  8. Marketing ruim = 14%
  9. Ignorou feedback dos clientes = 14%
  10. Produto mal sincronizado / timming ruim = 13%
  11. Perdeu o foco = 13%
  12. Brigas entre fundadores e investidores = 13%
  13. Erro na pivotagem = 10%
  14. Falta paixão = 9%
  15. Expansão geográfica falhou = 9%
  16. Sem interesse de investidores = 8%
  17. Problemas legais / jurídicos = 8%
  18. Não usou networking = 8%
  19. Burn out = 8%
  20. Falha em pivotar = 7%

Em 2011, The Lean Startup de Eric Ries mudou a história das startups ao introduzir vários novos conceitos. O “produto mínimo viável”, ou MVP, era um deles. Na indústria de TI de hoje, desenvolver um MVP é uma prática comum. É útil no planejamento de um projeto ou startup. 

Seja você um novo empreendedor começando sua startup, ou experiente gerente de produto, você precisa ter foco no que esta desenvolvendo, desenvolver rapido e aprender mais rapido ainda. Nesse artigo vamos discutir como o MVP pode ajuda-lo nisso.

O que é o MVP – Produto Viável Mínimo

Antes de entrarmos nas definições formais, vamos direto ao ponto: o que é MVP? Bem, é o produto que possui apenas as features essenciais que fazem o produto funcionar. O exemplo ludico mais simples (e mais comum que encontramos quando tentamos explicar MVP) pode ser visto abaixo:

MVP
MVP

Muitas pessoas já tentaram discutir sobre o que é um bom produto mínimo viável (MPV), mas existem algumas definições mais comuns:

Definição de Frank Robinson

Frank Robinson, cofundador e presidente da SyncDev, introduziu o termo Produto Mínimo Viável (MVP) em 2001. Um MVP é o resultado do desenvolvimento do produto e do cliente executado em paralelo, o que ele chama de “desenvolvimento síncrono”. 

  • PROBLEMA: as equipes costumam se gabar: “Adicionamos 800 novas melhorias”. Alguns até consideram a contagem de features um case de sucesso. Infelizmente, adicionar features não melhora necessariamente o caso de negócios. Pode demorar mais, tornar o produto menos utilizável e oferecer mais riscos.
  • SOLUÇÃO: O MVP é o produto do tamanho certo para sua empresa e seu cliente. É grande o suficiente para causar adoção, satisfação e vendas, mas não tão grande a ponto de ser inchado e arriscado. Tecnicamente, é o produto com ROI máximo dividido pelo risco. “O MVP é determinado pela ponderação de receita das principais features de seus clientes mais relevantes.

O MVP é o ponto ideal entre o retorno sobre o investimento (ROI) e o risco, que se correlaciona diretamente com o esforço e o tempo de lançamento no mercado. Robinson ilustra MVP com uma gráfico, onde “Risco ou Esforço” está no eixo horizontal, e é plotado em relação ao “ROI” no eixo vertical:

Risco vs Retorno

Nas palavras de Robinson, o MVP é muito mais do que determinar o conjunto certo de features do produto que oferecem o maior ROI – é uma mentalidade para as equipes de produto e gerenciamento:

“Pense de forma ambiciosa no longo prazo, mas pequeno para o curto prazo. Pense grande o suficiente para que o primeiro produto seja uma plataforma de lançamento sólida para ele e sua próxima geração e o roteiro que se segue, mas não tão pequeno que você deixe espaço para um concorrente saltar sobre você. ”

Definição de Eric Ries

Eric Ries popularizou o conceito de MVP em seu livro The Lean Startup. No livre, Ries enfatizou a importância do aprendizado no processo de desenvolvimento de produto com sua definição do MVP: “O produto mínimo viável é aquela versão de um novo produto que permite a uma equipe coletar o máximo de aprendizado validado sobre os clientes com o mínimo esforço.

Versão de um novo produto que permite a uma equipe coletar o máximo de aprendizado validado sobre os clientes com o mínimo esforço”.

Eric Ries, autor de The Lean Startup

Um produto mínimo viável (MVP) ajuda os gerentes de produto a iniciar o processo de aprendizagem rapidamente. É a maneira mais rápida de passar pelo ciclo de aprendizagem validado (Build-Measure-Learn) com o mínimo de esforço e risco.

Diagrama Lean Startup
O Diagrama do Lean Startup 
Construindo MVPs é uma maneira eficaz de minimizar o tempo no loop.

Ao contrário de um protótipo, um MVP não é usado apenas para testar o design ou a parte técnica. O principal objetivo do MVP é testar hipóteses fundamentais para seu modelo de negócios.

Uma premissa fundamental por trás da ideia do MVP é que você produz um produto real (que pode ser uma simples landing page ou um serviço que parece estar finalizado e automatizado, mas que é totalmente manual nos bastidores) que você pode oferecer aos clientes e observar seu real comportamento com o produto ou serviço.

Nota: Ver o que as pessoas realmente fazem em relação a um produto é muito mais confiável do que perguntar às pessoas o que fariam.

O que é viavel

Viabilidade é fornecer valor suficiente para os usuários.

Garantir a viabilidade do produto é uma das principais características do desenvolvimento de MVP. O QUE um produto faz é muito mais importante do que COMO o faz. 60% da funcionalidade de um produto médio não é usado. Essa funcionalidade é desnecessária e é um desperdício de recursos de desenvolvimento. Um produto viável atende às demandas do usuário executando uma função principal.

**A chave do sucesso é equilibrar “viável” e “mínimo” para garantir que você crie um produto que as pessoas usarão.**

Tipos de MVP

Quando falamos de um “produto minimo viável”, não queremos dizer que o produto precisa estar pronto, ou sequer ser 100% funcional. Muitas vezes o produto pode ser uma landing page, ou mesmo uma planilha no excele para ajudar a organizar seus clientes.

Dito isso, vamos listar os principais tipos de MVP a seguir:

1. O MVP “Landing Page”

Quando você estiver se preparando para vender seu produto acabado, precisará criar uma ou duas páginas iniciais – então, por que não construir essa página antes de ter um produto acabado?

  • Desenvolva sua Landing Page e escreva sobre os benefícios de seu futuro produto.
  • Configure uma campanha do AdWords para direcionar o tráfego para ele.  Isso é algo que o autor Tim Ferris faz para testar novos tópicos de livros em potencial: criar anúncios para cada tópico e monitorar as respostas do público.
  • Meça as taxas de conversão. Peça às pessoas que se inscrevam para obter mais informações ou até mesmo deixe-as ‘comprar’ seu produto – apenas para serem saudadas por uma mensagem de esgotamento ou ‘disponível em breve’. Moralmente questionável, talvez, mas uma maneira eficaz de avaliar se seu produto é desejável.

Crucialmente, um simples formulário de inscrição por email não é um produto mínimo viável: capturar endereços de email não é uma forma de aprendizagem validada.

Como explica Joel Gascoigne da Buffer, para tornar sua página de destino um verdadeiro MVP, você precisa usá-la para capturar o máximo possível de feedback do produto: Peça a eles que cliquem em um botão de inscrição pelo menos antes de enviar seu e-mail … Peça a eles que cliquem em um botão de “planos de preços”, escolha um plano e, em seguida, forneça o e-mail e você realmente terá algum aprendizado validado.

2. O MVP “Video Explicativo”

O caso mais icônicos desse tipo de MVP, é o do gigante do armazenamento em nuvem Dropbox, quando ele era pouco mais do que um vídeo glorificado do YouTube.

Ao longo do vídeo explicativo de 3 minutos, o fundador Drew Houston fala sobre os princípios básicos da solução Dropbox – completa com piadas geeks criadas para atrair seu público-alvo de primeiros usuários. Isso por si só foi suficiente para gerar um grande aumento de interesse e validar o conceito do Dropbox. 

No exemplo do Dropbox, Drew havia codificado um protótipo básico, mas não há razão para você ter que ir tão longe. Contanto que seu vídeo explicativo demonstre com precisão o que você  *pretende* que seu produto faça, você ainda pode aprender muito sobre o valor percebido de sua ideia.

3. O MVP “Fintstone ou Magico de Oz”

Se você visse a família Flintstone passando em seu “carro”, poderia supor que era movido por um motor. Mas, por baixo da superfície, eles estão usando mão de obra antiquada.

Esse é o princípio básico por trás do Flintstone MVP (também conhecido como o Mágico de Oz MVP): criar a ilusão de um produto totalmente funcional, mas nos bastidores, contando apenas com a mão de obra (e serviços como o Mechanical Turk da Amazon) para entregar a solução final . 

Essa abordagem de baixo custo significa que você pode testar a resposta do mercado ao seu produto SEM ter que realmente construí-lo. Somente depois de ver uma resposta positiva, você investe tempo de desenvolvimento para realmente criá-la – uma abordagem alavancada com grande efeito pelos gigantes do comércio eletrônico Zappos

4. O MVP “Concierge”

O Concierge MVP representa o que há de mais moderno em desenvolvimento ineficiente e não escalonável: em vez de construir um produto, você emula um produto entregando um serviço totalmente manual e prático.

O serviço de planejamento de refeições Food on the Table começou como um MVP de concierge, com os fundadores da empresa oferecendo um serviço VIP para um único cliente: escolhendo receitas para atender às suas necessidades, identificando os ingredientes necessários e escolhendo os melhores promoções na loja para ela usar.

No final da semana, eles receberiam um cheque de $ 10: mas o mais importante, eles aprenderiam muito sobre as partes de seu serviço que as pessoas amam e as partes que não gostam. Essa percepção permitiu que eles começassem a desenvolver um produto que sabiam que as pessoas realmente usariam. 

Nota: vou deixar uma frase famosa do grande Paul Graham fundador da aceleradora YCombinator, para fortalecer a importância desse MVP: “do things that don’t scale” (especialmente quando você esta validando seu MVP ou começando sua startup).

5. O MVP “Fragmentado

 Um MVP fragmentado é uma maneira barata de apresentar um aplicativo aos usuários. Uma demonstração funcional do seu produto, um MVP fragmentado é construído a partir de ferramentas prontas para uso e um pouco de inovação. Quando colocadas juntas, essas ferramentas implementam a funcionalidade básica do produto.

Por exemplo, sua ideia é criar um site que conecte os clientes a uma mercearia local. O produto final deve oferecer códigos de cupom e ofertas para cortar despesas de compras. Ao receber um cupom, o usuário recebe um código QR que permite obter um desconto no supermercado.

Mas antes de desenvolver o produto final, você lança um MVP fragmentado:

  1. Comece com um site WordPress onde você posta cupons todos os dias para um supermercado local.
  2. Gere manualmente um arquivo PDF com um código QR.
  3. Envie este arquivo PDF aos usuários por e-mail.

Exemplos de MVP de sucesso

Dropbox

O fundador Drew Houston percebeu que o nível de tempo e energia necessários para criar um protótipo funcional do DropBox era incrivelmente alto: exigindo todos os tipos de integrações complexas com as ferramentas existentes.

Então, em vez de investir uma tonelada de recursos na criação de uma versão funcional do software para os usuários experimentarem, Drew criou um vídeo simples, explicando como o software  *deveria* funcionar. Apesar da simplicidade do vídeo, ele causou uma explosão de interesse: provar que o conceito do DropBox, uma vez devidamente implementado, resolveria um problema extremamente doloroso.

Zappos

Nick Swinmurn fundador do Zappos teve uma ideia radical: que as pessoas ficariam felizes em comprar sapatos online, sem nunca experimentá-los.

Para testar essa ideia, Nick foi a lojas de calçados locais, fotografou seu estoque e os anunciou online. Se o sapato vendesse, ele voltava à loja, comprava os sapatos e os despachava. Alguns anos depois, o comércio eletrônico é uma indústria multibilionária; e a empresa de Nick, a Zappos, foi comprada pela Amazon por US $ 1,2 bilhão .

Essa abordagem às vezes é conhecida como ‘Flintstoning‘: embora pareça que seu produto e serviço sejam polidos e totalmente funcionais, na verdade você está pedalando como o inferno sob a superfície.

Groupon

Andrew Mason teve a ideia de criar um site que pudesse reunir pessoas para reuniões e atividades públicas. Apesar de ter falhado em seu objetivo inicial, ele continuou com a ideia de compartilhar. Ele tentou compartilhar vários negócios diariamente enviando os descontos e vouchers manualmente para seus assinantes e atendeu a todas as suas expectativas. O projeto foi lançado em 2008 após testes bem-sucedidos. Posteriormente, a Groupon criou o back-end e o sistema de vouchers.

Spotify

Os desenvolvedores suecos começaram com streaming de música como principal característica do produto. Eles introduziram a landing page em 2009 para verificar as necessidades do mercado e se eles poderiam lidar com todas as questões de licenciamento. Posteriormente, eles estavam prontos para entrar não apenas na indústria musical europeia, mas se tornar a plataforma de streaming de áudio mundialmente conhecida.

Porque fazer um MVP

No cenário atual de negócios, lançar seu produto rapidamente e dentro do orçamento é um pré-requisito para o sucesso de uma startup. Construir um MVP se tornou o processo de fato, pois permite que você economize tempo e dinheiro enquanto reduz seus riscos.

Veja porque construir um MVP pode beneficiá-lo:

  • Desenvolvimento centrado no usuário. Construir um MVP força você a se concentrar demais na solução dos principais problemas dos usuários.
  • Foco na construção do núcleo. Um aplicativo MVP se concentra em uma ideia e não inclui nenhuma outra função. A abordagem do MVP pertence à ideologia do Lean startup: construir um produto com um orçamento mínimo em um determinado tempo. Ter algumas (poucas) features de alta prioridade, pode reduzir o custo de desenvolvimento de aplicativos móveis. O MVP permite que o aplicativo seja testado, com risco mínimo.
  • Teste Rápido. Quanto mais rápido você testar suas premissas, mais rápido você chegará ao mercado. Além disso, você economizará uma quantidade considerável de energia usando a metodologia MVP.
  • Custos Reduzidos. Nem é preciso dizer que construir parte de um produto, apenas com as features absolutamente essenciais, é consideravelmente mais barato do que construir uma versão cantando e dançando.
  • Validação de mercado. Você constrói um MVP para testar o mercado. Dessa forma, se o seu produto falhar, ele falhará rapidamente – sem gastar muito dinheiro. A alternativa é investir todo e qualquer orçamento que você tem em um produto que fracassará em um ano – ninguém quer ser esse fundador.
  • Esforço Reduzido. Já vi empreendedores em primeira mão exaustos depois de dedicarem toda a sua energia a um produto completo. Se eles erram o alvo e o produto carece de qualquer tipo de adoção, isso drena toda a inspiração deles – fazendo com que nunca mais queiram seguir o caminho do empreendedorismo. Usar a abordagem do MVP permite que você teste o mercado meses antes que esse esgotamento possa se instalar e não inspirar você.

Processo e etapas para fazer seu MVP

Como discutido, o MVP é um processo de construção de um novo produto com funcionalidades essenciais e poucas features importantes, para testar como o público-alvo responderia. Em seguida, a construção do produto real ocorre com o conjunto completo de recursos após uma série de iterações, com feedback dos primeiros usuários.

O que é um processo de MVP
O que é um processo de MVP
Fonte: Lean startup

Seu MVP precisa ser como a imagem acima, ou seja, ser construído como uma fatia do todo, e não camada por camada. As etapas mais comuns para a construçao de um MVP são:

Etapa 1 – Defina o problema que quer resolver

É fácil se deixar levar pelas IDÉIAS de um produto específico e esquecer o PROBLEMA que ele pretende resolver.

Uma pesquisa conduzida pela CB Insights revelou que o principal motivo para o fracasso de uma startup com 42% de participação é a “falta de necessidade do mercado”. Em suma, se seu produto não resolver o problema, seus clientes não irão utiliza-lo

Comece encontrando um desafio e definindo seu público-alvo. Conheça esse público e seus reais problemas por meio de pesquisas e entrevistas. Além disso, faça pesquisas de mercado. Quem são seus concorrentes mais próximos? Quantos usuários ativos eles têm? Eles resolvem bem esse problema?

Agora que você definir o desafio e o publico-alvo, avalie sua ideia de negócio. Comece perguntando a si mesmo duas perguntas para tentar se colocar no lugar do cliente: (1) Por que preciso deste produto? e (2) como isso pode me ajudar? Responder a essas perguntas o ajudará a entender o objetivo principal de seu produto e encontrar a melhor solução para as reais necessidades de seus futuros clientes.

Dica: Apegue-se ao problema, e não a uma solução particular: porque provavelmente o produto que você imaginou originalmente não é a melhor maneira de resolver esse problema.

Etapa 2 – Pense no seu produto e Análise a concorrência

Qual valor o seu produto oferece aos usuários? Como isso pode beneficiá-los? Por que eles comprariam seu produto? Essas são questões importantes que você deve ter em mente para ajudar a expressar melhor sua ideia.

Você também deve ter clareza sobre as estimativas essenciais de seu produto. Como o MVP sugere, apresentar valor às pessoas, primeiro delineie-as e construa seu MVP com base nisso.

É óbvio que você deve realizar uma análise da concorrência se já houver produtos semelhantes no mercado. Mas, às vezes, os empreendedores ignoram a análise da concorrência por causa de uma fé pura na exclusividade de seu produto. 

É quase impossível construir um MVP que ainda não exista no mercado. Talvez você tenha algumas idéias únicas e inovadoras. Mas, honestamente, você ainda fará parte de uma indústria competitiva. Você tem que descobrir como colocar seu MVP em seu setor, onde os concorrentes já estão fazendo o que você está tentando fazer.

Lembre-se de que, mesmo que você ache que não tem nenhum concorrente direto, sua fé na exclusividade de seu produto não é base suficiente para levar seu produto ao mercado com segurança. A análise do concorrente é importante não importa o quê.

Para descobrir isso, você precisará realizar pesquisas sobre seus concorrentes. Avalie seus pontos fortes e fracos. Descubra seu público-alvo e o que eles estão oferecendo a eles. Você pode ir em frente com o mesmo mercado-alvo escolhido por seus concorrentes ou pode se concentrar em um grupo que seus concorrentes possam ter esquecido.

Veja a imagem abaixo como referência. Existem 4 opções básicas para qualquer startup competir com sucesso em um determinado setor – liderança em custos, diferenciação, foco no custo e foco na diferenciação.

Estratégica Genérica de Porter
Estratégica Genérica de Porter

Dica: para ajuda-lo nisso, você pode fazer uso de uma analise SWOT para comprar sua (futura) empresa, com seus concorrentes em termos de oportunidades e ameaças.

Etapa 3 – Defina o fluxo do usuário

Na etapa 3, nós começamos a colocar a “mão na massa”, e vamos iniciar o projeto do nosso produto (serviço, ou produto). Nosso objetivo é projetar o “produto” de uma forma que seja conveniente para os usuários e que a gente consiga validar nossas premissas.

Você precisa olhar para o aplicativo da perspectiva dos usuários, desde a abertura do aplicativo até o processo final, como fazer uma compra ou entrega. O fluxo do usuário é um aspecto importante, pois garante que você não perca nada ao mesmo tempo em que mantém o produto futuro e a satisfação do usuário em mente.

Para definir seu fluxo de usuário, é necessário definir as etapas do processo; e, para isso, você precisa explicar os passos necessários para atingir o objetivo principal. Seu foco deve ser mais nas tarefas básicas do que em features. Quando todas essas etapas do procedimento estiverem claramente definidas, é hora de definir as características (ações) de cada etapa.

Fluxo do Usuario

Etapa 4 – Priorize as features

Assim que você definir todas as etapas que seu cliente deve seguir ao usar seu produto, você pode começar a criar uma lista de features específicos para cada etapa. Você deve destacar todos as que considera ‘agradáveis’, mas não estritamente necessários. Quando você tem tiver lista de features para cada estágio, precisa priorizá-los. Uma passo a passo básico é:

  1. Pergunte a si mesmo: Qual é a ação mais importante que desejo que meus usuários realizem? (Nota: esta será sua principal feature);
  2. Pergunte a si mesmo: quais outras features desejo oferecer? (Explique por que você precisa de cada um delas, em seguida, risque os menos importantes.)
  3. Agora categorize todos as features restantes nas categorias ‘obrigatório’, ‘bom ter’ e ‘não me importo’. A técnica de Mapeamento de história pode tornar esse processo mais fácil. Você pode construir uma matriz onde você tem uma linha horizontal mostrando os estágios principais do processo (nosso fluxo de usuário) e sob cada estágio uma série de recursos dedicados a este estágio.
  4. Depois de adicionar todos os estágios e features para cada estágio, você deve desenhar uma seta vertical descendente indo de ‘alta prioridade’ no topo da coluna para ‘baixa prioridade’ na parte inferior. 
  5. Agora, você está pronto para começar a organizar as funcionalidades por prioridade. Mova histórias que são cruciais para cima na coluna e outras histórias para baixo. Sempre foque em todo o processo.
  6. Depois de priorizar todos as features, você pode definir seu escopo para a primeira versão do produto e passar a construir um MVP. Se você quiser ver como será o seu futuro produto, você pode primeiro criar um protótipo de MVP. 
Features priorizadas

Dica de leitura: existem dezenas de frameworks de priorizacão de features. Aqui, nós usamos o mapeamento de historias, mas você pode utilizar para o desenvolvimento do MPV o Modelo Kano, MOSCOW, Valor vs Complexidade, e muitos outros.

Etapa 5 – Construir, Testar e Aprender

Um MVP não é um objetivo final: é um trampolim. Você não está tentando gerar uma fortuna em receita (ainda) e não está tentando dimensionar seus negócios o mais rápido possível. Em vez disso, você está tentando maximizar o aprendizado.

Depois de definir o escopo do trabalho, passe para o desenvolvimento do produto. Ao passar pelo longo processo de desenvolvimento, você deve testar regularmente seu produto. É o início de um ciclo de feedback, projetado para ajudá-lo a melhorar continuamente seu produto em 3 estágios:

Fluxo de teste completo
Fluxo de teste completo

O primeiro estágio de teste é conduzido por nossos engenheiros de Garantia de Qualidade, que trabalham para melhorar a qualidade do produto quando ele ainda não foi lançado. Eles garantem que um produto está pronto para testes alfa ou beta .

  • O teste Alfa. Também pode ser chamado de versão de Amigos e Família, porque você geralmente fornece uma versão alfa de seu produto apenas para um grupo de foco limitado, na maioria dos casos para amigos e parentes. Você pode conduzir o teste alfa primeiro e depois passar para o beta ou pode prosseguir diretamente para o teste beta. 
  • O testes beta. No beta, queremos dizer que o produto está indo para o mundo real para ser testado por usuários reais. O período de teste beta varia, mas geralmente leva de 1 a 2 semanas para obter feedback suficiente. Com base no feedback do teste beta, você pode considerar a implementação de alterações nas seguintes versões de seu produto. Lembre-se de que apenas alterações cruciais devem ser feitas imediatamente.
Fluxo de testes

Quão “Mínimo” deve ser seu MVP

Se você chegou até aqui, você já sabe o que é um MVP, e as etapas para criar o seu. Agora, uma pergunta comum nesse estagio do desenvolvimento é – quão mínimo seu MVP deve ser? Bem, um MVP real deve entregar um produto mínimo, mas valioso, e deve:

  • Atender pelo menos UM público específico;
  • Resolva pelo menos UM problema chave;
  • Tenha uma experiência de usuário bem projetada;
  • Seja fácil de construir e lançar rapidamente;

Se o seu MVP não está entregando esses pontos – então não é mínimo e nem viável ou valioso. (Você definitivamente não quer que seu MVP veja o dia da desgraça. Então, o que evita que seu MVP afunde?)

Bem, o que você precisa é do tempero certo que será aceito pelo nicho que você almeja. Um produto que ainda não foi construído, mas tem um forte apelo e afirma dar acesso a features que podem facilitar a vida dos usuários.

Digamos que um máximo de 5 features seja bom para adicionar ao seu MVP. Em seguida, você testa, executa novamente e continua iterando, a menos que corrija todos os bugs necessários. Você quer presentear seu usuário com um produto perfeito com o mínimo de erros e, para isso, comece com o mínimo. Dê a eles o mínimo de features e, se eles considerarem isso um vício.

Métricas de sucesso do MVP

Existem várias maneiras para análisar o feedback do que foi feito. Aqui estão as formas mais comuns, eficazes e comprovadas de medir o sucesso de um MVP:

  1. Engajamento. Ele permite que você meça não apenas o valor atual do produto, mas também o valor futuro. O engajamento ajuda a melhorar a experiência do usuário com base no feedback.
  2. Inscrições. As inscrições são uma forma viável de avaliar o interesse do usuário e podem ser convertidas em receita, com base nos resultados da medição do interesse em seu produto.
  3. Melhores avaliações do cliente com base no feedback. O número de downloads e taxas de lançamento mostra o interesse dos usuários em seu aplicativo.
  4. Porcentagem de usuários ativos. As taxas de download e inicialização não são os únicos fatores que medem o sucesso de um MVP. Você precisa estudar o comportamento dos usuários e verificar regularmente as avaliações dos usuários ativos.
  5. Custo de aquisição do cliente (CAC). Você deve saber quanto custa para obter um cliente pagante. Isso ajuda você a ficar atualizado sobre se seus esforços de marketing são eficazes ou exigem mudanças.
  6. Número de usuários pagantes. Conheça a receita média por usuário (ARPU) e fique atento aos produtos que geram receita.
  7. Valor de vida do cliente (CLV). Ele demonstra quanto tempo um usuário gasta no aplicativo antes de desinstalar ou parar para usá-lo
  8. Churn. Mostra o nível ou porcentagem de pessoas que desinstalaram ou pararam de usar seu aplicativo.

Dica de leitura: eu escrevi um artigo inteiro sobre as métricas piratas (AARRR) de Dave McClure, e as principais métricas de uma empresa liderada pelo produto (product Led).

Erros no desenvolvimento do MVP

Escolher o problema errado para resolver

Antes de gastar meses de esforço para desenvolver um produto, a etapa inicial é determinar se vale a pena criar o produto ou não. Depois de analisar a dor sobre a qual sua startup será construída, pergunte-se o seguinte:

  • “Para quem é isso?”
  • “Que problema sou obrigado a resolver?”
  • “Minha ideia proposta é uma solução eficaz para o problema?”

Se você pretende atingir todos, você acabará não ajudando ninguém. Uma boa analogia para isso é: “Encontre as portas primeiro, depois comece a construir a chave. Uma chave bonita não tem utilidade se não puder abrir a porta certa.”

Depois de atingir o público-alvo certo, se a resposta à segunda pergunta for positiva e um “Sim” confiante para a terceira, você terá o problema e a solução justapostos de maneira eficaz. Agora é hora de escala a sua empresa.

Escolher a persona errada

Quando você estiver pronto com um MVP, é hora de validá-lo por meio de testes – obtendo os comentários e feedback do público-alvo. Nesse estágio, você deve ter em mente que “todo mundo” não é o seu usuário-alvo. Portanto, não peça feedback a seus amigos ou parentes até que, a menos que sejam seus clientes em potencial, seu produto / serviço será jogado na pilha de feedback errado.

É importante perceber que, na verdade, são os usuários finais que podem dizer o que está faltando e o que é redundante. Depois de coletar o feedback dos usuários, comece a melhorar seu produto, teste, aprenda e meça a qualidade e, em seguida, teste novamente, e o processo continua até que seja finalizado.

Pular a fase do protótipo

Imagine construir um carro sem se referir a um modelo visual. É totalmente impossível. Da mesma forma, ir direto para o processo de desenvolvimento sem definir os requisitos é igualmente difícil.

Uma parte vital do desenvolvimento de produto é a evolução da ideia de um conceito único para um produto ou serviço totalmente funcional. Entre a ideia e o produto completo está o protótipo que se concentra na parte ‘Como’ do produto.

Considere a etapa de prototipar como “um MVP para construir um MVP”: não uma versão totalmente funcional, mas uma versão para ajudar a visualizar a experiência do usuário do produto mínimo viável.

Queimar todo seu orçamento

Se não todas, a maioria das startups são bootstrapped ou têm investidores. O investidor anjo pode ter fé no produto e concordar em iniciar a startup. Mas ter capital não significa que você precisa gastar tudo! Se o seu MVP falhar, você pode não ter muito capital para começar do zero. É melhor construir um MVP enxuto, valida-lo, e em caso negativo, ter fôlego para tentar de novo.

Dica: lembra que na fase do MVP, você precisa se apegar ao problema, nunca a solução. Dessa forma, se falhar, basta colher feedbacks, e implementar uma outra iteração.

• Abandonar o MVP muito cedo

É importante validar seu MVP, pois essa é a ideia clássica. O que você faz ao validar uma ideia é abordar os clientes e tentar vender o produto que você ainda não construiu. Se eles te pagarem para entregar uma solução daqui a um mês, otimo! Você validou seu MVP e esta no caminho certo.

Mas e se você falhar? Isso invalidará seu modelo de negócios?

A falha em validar seu MVP invalida apenas uma possível solução – não todo o modelo de negócios ou mesmo invalida o problema inicial. MVPs bastante invalidados são a única maneira possível de construir produtos melhores em pequenos lotes. 

10 maneiras de pivotar seu MVP

Agora que você sabe o que é um MPV e o processo para construir o seu, precisamos discutir sobre um ponto crucial e delicado: * você provavelmente vai falhar!*. Apensar de você começar com o que parece ser uma boa ideia, trabalhar duro, ter uma equipe otima…. Você esta trabalhando com suposições. E muitas vezes, elas estão erradas.

De repente, começamos a ver os primeiros sinais de alerta de ‘falha’:

  1. O crescimento começa a desacelerar e a rotatividade começa a subir . 
  2. Features que esperávamos superar morrem lentamente, e outros nos surpreendem com sua popularidade.
  3. Nós nos comercializamos para um segmento de clientes, apenas para descobrir um interesse crescente em outro.
  4. O negócio que pretendemos criar evolui para algo totalmente diferente.

Neste momento crucial, temos duas opções: 

  1. Perserverar. Podemos manter nossas armas, permanecer resolutos diante da adversidade e esperar que a queda no desempenho não seja sintoma de uma tendência de queda.
  2. Pivotar. Podemos presumir que uma de nossas premissas fundamentais está errada e usá-la como uma oportunidade para aprender, mudar e melhorar nosso negócio.

A perseverança desempenha um papel crucial no sucesso. Afinal, nunca alcançaríamos nada se nos recusássemos aos primeiros sinais de luta. Mas há uma diferença entre enfrentar um caminho difícil e ignorar cegamente as evidências.

Por isso, vamos discutir as várias maneiras com que você pode pivotar sua empresa.

1. Pivotar “Zoom-in”

Se o seu produto SaaS oferece muitas funcionalidades, há uma chance de que uma unica feature tenha uma ressonância particular com seu público-alvo – mesmo que não seja o que você esperava. Nesses casos, é possível descartar a funcionalidade estranha e transformar as feature popular em um produto autônomo.

2. Pivotar “Zoom-out”

Em outros casos, o oposto precisa acontecer. Os clientes clamam por funcionalidade extra, e uma variedade de features complementares são desenvolvidos para oferecer suporte a feature original.

3. Pivotar o segmento do cliente.

Às vezes, você conseguirá resolver o problema que se propôs resolver, mas o fará para um grupo inesperado de clientes. Nessa situação, você precisa ser capaz de “mudar de marcha” e começar a se concentrar nas pessoas que desejam seu produto – não nas pessoas que você *deseja* que desejem seu produto.

4. Pivotar a necessidade do cliente

Por outro lado, às vezes você será atingido ao perceber que o problema que está tentando resolver simplesmente não é um problema. No entanto, munido do conhecimento que você obteve ao focar em um segmento específico, você pode pivotar para resolver um problema mais urgente.

5. Pivotar em uma plataforma

Às vezes, as empresas de SaaS desenvolverão sua própria plataforma para vender ou oferecer suporte a um produto. Em alguns casos, é a própria plataforma que se mostra interessante para seus clientes, e a decisão deve ser tomada para focar na plataforma, não no aplicativo – fazendo o pivot de SaaS para PaaS no processo.

6. Pivotar a arquitetura do negocio

Ocasionalmente, um negócio SaaS pode precisar mudar completamente a arquitetura de seu negócio. Conforme a verdadeira natureza do processo de vendas de seus clientes começa a emergir, torna-se necessário mudar de um modelo de margem baixa e alto volume (normalmente B2C), para um modelo de margem alta e baixo volume (mais comumente encontrado em B2B) ou vice versa. 

7. Pivotar a captura de valor

‘Captura de valor’ se refere à sua estratégia para gerar receita com seu produto. Conforme seu produto SaaS se desenvolve e suas metas de crescimento mudam, diferentes métodos de captura de valor podem se tornar mais benéficos do que outros – exigindo uma mudança para um modelo gratuito (leia-se: suportado por anúncios), freemium ou premium.

8. Pivotar o motor de crescimento (Growth)

Existem três motores principais de crescimento: viral, pegajoso (sticky) e pago. Embora seja importante determinar um único mecanismo de crescimento para seu produto SaaS, o mecanismo mais relevante pode mudar conforme sua empresa evolui.

  • Viral. Se refere ao crescimento obtido por meio de referências de usuários (algo medido por um coeficiente viral). 
  • Fixo. Se refere ao crescimento alcançado por meio da retenção de clientes (com taxas de rotatividade muito baixas ampliando o crescimento do cliente – se ninguém sair, cada cliente adicional terá um impacto cumulativo).
  • Pago. Se refere ao crescimento alcançado através da combinação de altos valores de vida do cliente (LTV) e baixos custos de aquisição de clientes (CAC) – tornando possível gerar crescimento com rentabilidade por meio de canais pagos .   

9. Pivotar o canal

O ‘canal’ aqui se refere ao método que você usa para entregar seu produto SaaS aos seus clientes. Se você decidir seguir um caminho diferente para o mercado, abandonando um processo de vendas complexo em favor da venda ‘direta’, você está passando por um pivô de canal. O mesmo princípio se aplica se você decidir vender por meio de um terceiro ou de um mercado específico.

10. Pivotar a tecnologia

Às vezes, é possível fornecer a mesma solução com uma tecnologia diferente. Esse tipo de pivô é tipicamente uma inovação sustentada – com empresas estabelecidas encontrando novas maneiras de resolver o mesmo problema fundamental. 

Conclusão

Esperamos que você tenha achado este artigo útil e tenha tido a chance de encontrar a resposta para a pergunta “O que significa produto mínimo viável”. Gostaria de enfatizar os seguintes pontos. 

  • Esta abordagem lida com a versão básica do projeto que inclui recursos principais. 
  • A apresentação para os usuários antes do lançamento dá a você a chance de coletar seu feedback, analisá-lo e aprendê-lo. 
  • Os próximos estágios de desenvolvimento e melhoria serão explicados e suportados pelas necessidades dos usuários. Com isso, você terá a certeza de que sua empresa está desenvolvendo e investindo recursos em algo viável e que atende a demanda do mercado.

Resumindo, dar a resposta correta à pergunta “o que é MVP” nos ajuda a perceber seus propósitos e benefícios. Empresas novas e bem estabelecidas escolhem essa abordagem por seus inúmeros benefícios.


Referências:

  • Ruby Garage – How to Build a Minimum Viable Product (MVP) (LINK);
  • Wikipedia – Minimum Viable Product (LINK);
  • The Lean Startup: How Today’s Entrepreneurs Use Continuous Innovation to Create Radically  Erick Ries, (LINK);
  • The startup, Struggling With Your MVP — Here’s How to Build It Right in 2018, Swarnendu De (LINK);
  • Altar, How to Build a Successful Minimum Viable Product (MVP) in 3 Steps, (LINK);
  • Agile Alliance (LINK);
  • ProductBoard, What is a Minimum Viable Product (MVP)?, (LINK);
  • NetSolutions, Step-by-step Guide to Build an MVP (LINK);
  • Igor Izraylevych, What is a MVP, (LINK);